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Ana Moura

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Released: Jan 1, 2009
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General Info

  • Genre: Other

    Location PT

    Profile Views: 694105

    Last Login: 2/14/2011

    Member Since 7/29/2007

    Website anamoura.com.pt

    Record Label Universal Music

    Type of Label Major

  • Bio

    .... As datas, os dias, os números, os factos: se ao menos pudessem explicar o que faz Ana Moura. O que nos faz Ana Moura. Mas para o que nos interessa, e que é esse mistério, o que aconteceu na carreira de Ana é apenas a parte palpável dessa arte do indizível que a fadista domina como poucos. Essa força, esse sentimento que não tem mapa nem estradas e que para facilitar chamamos alma. É isso e só isso que faz de Ana quem ela é; é isso que a sua voz devolve, embrulhando as palavras dos poetas. Mas limitemo-nos por agora ao que é factual, o rasto visível da vida e alma de Ana Moura. .. .... As mães, na sua sabedoria do coração, nunca se enganam. E quando Fernanda Pereira ouvia a sua filha cantar repertório vário desde tenra idade sempre lhe dizia: «É no fado que a tua voz se nota mais.». Não era só a voz, mas isso só mais tarde se descobriria. Para a pequena Ana Moura, crescer no meio de uma família com amor pelas canções e pelo fado em particular ajudou secreta e docemente à sua vocação. Em Coruche, onde viveu até à adolescência, a voz de Ana já se tornava conhecida. As suas paixões musicais estavam, como é natural, longe do fado: o rock e o pop eram mais próximos da urgência de viver característicos desses anos de descoberta, e Ana não era excepção. Tanto que, já a viver em Carcavelos, foi convidada para cantar numa banda de versões pop-rock, os Sexto Sentido... .... Nunca iremos saber se se perdeu uma carismática vocalista pop; mas o que se ganhou é demasiado precioso para se ignorar. Depois de um ritual iniciático, em que Ana foi convidada por guitarristas para cantar em várias casas de fado, Maria da Fé ouve-a e contrata-a para o Sr.Vinho. Foi o princípio de tudo... .... Para quem quer viver o fado, a casa onde se canta transforma-se em escola. Foi o que aconteceu com Ana Moura nos anos em que cantou na casa de Maria da Fé. Mas o destino sabe escolher quem o procura: e foi no Sr.Vinho que Ana encontrou o cúmplice musical – o cantor, autor, produtor e compositor Jorge Fernando. Vem desse tempo uma parceria que ainda se mantém. Fadista de coração, Jorge Fernando, conviveu com os grandes – foi durante anos viola de Amália Rodrigues - , compositor e escritor de canções excelente, Fernando é também um produtor de visão e sensibilidade extraordinária. E desta união musical nasce o primeiro passo para uma grande carreira: o disco Guarda-me a vida na mão (2003) apanhou público e crítica de surpresa.. Sou do fado, sou fadista, um dos temas do álbum, tornou-se um clássico instantâneo. Há muito que não se ouvia uma voz assim, tão cheia, tanto nas palavras como nos silêncios. A crítica enalteceu o disco e Ana Moura começou a ser chamada para actuações no estrangeiro, onde o seu talento era ainda mais reconhecido. E o melhor ainda estava por vir... .... O ano seguinte foi mais um degrau conquistado na carreira de Ana Moura. O novo disco era ambicioso: Aconteceu (2004) era uma aventura conceptual, um duplo cd que se dividia em fado tradicional («Dentro de casa») e caminhos possíveis para fora e à volta do fado («À porta do fado»). Para reforçar esta nova abordagens forma convidados letristas e músicos de outros universos musicais, como Tózé Brito, Tiago Bettencourt ou Miguel Guedes (Blind Zero). E de facto, a partir deste disco, aconteceu: as fronteiras começaram a desaparecer para Ana Moura, que cada vez mais era reconhecida no estrangeiro. O seu sucesso nos Países Baixos levou a que fosse nomeada para um Edison, o equivalente a um Grammy holandês para a world music ; e para consagração total, a história recordará que a primeira artista portuguesa a pisar o palco do Carnegie Hall de Nova Iorque (uma das mais famosas salas do mundo) foi uma jovem tímida chamada Ana Moura. .. .... Só que o mundo queria mais e começava a ser pequeno para a alma de Ana.. Vai a Cannes, durante o Festival de cinema. Canta no Getty Museum. Esgota salas famosas por todo o globo. E , durante esses dias, no longinquo Japão, um músico compra uma série de discos de fado. Coloca um deles no leitor de cd e poucos minutos depois pára de escutar, boquiaberto: tinha encontrado a voz que há muito procurava. Esse homem era Tim Ries, saxofonista residente dos Rolling Stones e mentor de um projecto paralelo: o The Rolling Stones Project, onde junta grandes vozes do planeta para cantar versões pessoais de temas dos Stones. Ao ouvir os primeiros minutos de Aconteceu, Ries não hesitou um segundo e convidou Ana para participar no projecto. .. .... Escolheram-se dois temas, adaptados por Jorge Fernando e pelo guitarrista Custódio Castelo. Faltava que a mítica banda conhecesse a fadista. Aconteceu em Lisboa, na véspera do concerto dos Stones no estádio Alvalade XXI. Na Casa de Linhares, a casa de fados onde Ana costumava cantar, Mick Jagger, Keith Richards e companhia ficam deslumbrados pelo concentrado de alma que sai da voz de Ana. Jagger, depois da actuação da fadista pede-lhe uma palavra em particular. E foi assim que no dia seguinte cerca de 40 mil pessoas renderam-se à versão de No Expectations cantada no mais inesperado dueto: Mick Jagger e Ana Moura, num momento em que a artista considera ter sido dos mais inesquecíveis que até agora viveu... .... Com uma agenda mais do que preenchida, só em finais de 2006 começa a preparação do disco que finalmente iria chegar ao coração dos portugueses, num reconhecimento um pouco tardio mas mais do que justo: Para Além da Saudade (2007) é a maturidade de uma fadista, a segurança no estúdio e a vitória de um conceito. Regressando a uma sonoridade em que apenas conta o essencial (baixo, viola de fado, guitarra portuguesa), Para Além da Saudade abre a porta ao novo que vem da herança. É o caso das novas parcerias, em que se incluem Amélia Muge (Fado da Procura), Fausto (Viemos Nascidos do Mar) ou Nuno Miguel Guedes (Mapa do Coração).Como colaboradores musicais, este disco conta também com o mítico Patxi Andion e Tim Ries, que aqui «retribui» a participação de Ana no seu projecto. E sobretudo é em Para Além da Saudade que Ana Moura ganha o seu primeiro grande fado emblemático: Os Búzios, da autoria de Jorge Fernando, torna-se tema mais do que obrigatório em todos os concertos e cantado em uníssono com a plateia. .. .... Para Além da Saudade obtém o Disco de Platina. Fora de Portugal, Ana Moura é cada vez mais requisitada e para além de grandes digressões na Europa conquista o México e os Estados Unidos. Mas o seu mérito também é reconhecido dentro de portas, com a atribuição em 2007 do Prémio Amália para Melhor Intérprete do ano, atribuído pela Fundação Amália Rodrigues. Dito isto, Ana estava pronta para outro grande desafio: os Coliseus de Lisboa e Porto, que aconteceram em 2008. Duas noites mágicas, captadas num DVD que também conquistou a Platina. Com duas convidadas lendárias - Maria da Fé e Beatriz da Conceição – e com a cumplicidade em palco de Jorge Fernando, Ana Moura enche uma sala que é raro o fado encher. Outra vez: enche a sala de alma. E entretanto Para Além da Saudade chega à Dupla Platina e fica cerca de 120 semanas no top nacional... .... Mais viagens, mais espectáculos, mais reconhecimentos. Como este: o Prémio Internacional da PALCUS (Portuguese American Leadership Council Association), a maior associação Portuguesa nos Estados Unidos, e atrbuído durante uma Gala realizada no City Hall de San José, Califórnia. Esta ida aos Estados Unidos coincidiu com os concertos de apresentação do disco “Stones World: Rolling Stones World Music Project” nas cidades de Nova Iorque e São Francisco... .... Com uma carreira tranquila mas sem cedências, Ana Moura vivia dias felizes. Mas a fasquia estava de facto muito alta e o próximo disco seria decisivo para distinguir maturidade de aparente estagnação. E felizmente mais uma vez foi a alma inquieta de Ana quem superou as armadilhas do sucesso. Contando sempre com a essencial cumplicidade de Jorge Fernando e repetindo um núcleo duro de parcerias oriundas de Para Além da Saudade, o recente disco Leva-me aos fados (2009) é mais um passo em frente que evita rupturas que procuram o novo pelo novo. Com duas guitarras a suportarem uma voz cada vez mais segura de si, Leva-me aos fados conjuga a beleza do fado tradicional com os caminhos inesperados de Não É Um Fado Normal, assinado por Amélia Muge e com a participação dos Gaiteiros de Lisboa. A isto acrescente-se as mais-valias preciosas que são as espantosas contribuições de José Mário Branco e Amélia Muge e tem-se um disco belíssimo e equilibrado, cujo tema-título é outro enorme êxito popular, justo herdeiro de Os Búzios. Mal foi editado, Leva-me aos Fados foi disco de Ouro; daí à Platina foi um passo muito pequeno... .... Onde chegará a alma de Ana? É difícil dizer. Ainda em 2009, durante um concerto em Paris, um espectador muito especial ficou maravilhado. Era Prince, que reconheceu que já tinha antes ouvido Ana. Espera-se ansiosamente por mais notícias. Entretanto, e por esse mundo fora, Ana vive o dia a dia fazendo o melhor que sabe: espalhando com a sua voz a imensa alma que apenas se adivinha por detrás de um frágil sorriso de menina. .. ....- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - .. .... If only the facts, the dates, the days, the numbers, if they could only explain what Ana Moura does, what Ana Moura “does” to us. Back to the issue of our interest here, what happened in Ana’s career is just the visible sight of an unspoken art that Ana masters as few, the strength, the feeling that has no maps or roads, and that to keep it simple we call soul, there lies the mystery. That’s what Ana’s made of, and what makes her what she is; it’s this soul wrapped in poet’s words that her voice spreads. But let’s keep it down to the mere facts to make it simple; the visible trail of Ana Mouras life and soul. .. .... The wisdom of a mother’s heart is never wrong, when Fernanda Pereira heard her young daughter sing a vast repertoire she used to say “it’s in Fado that your voice shines the most”, but it wasn’t just the voice that shone, but that was only to be learned to much later. .. .... To little Ana Moura, to grow up in the bosom of a family that loved music, especially Fado, secretly and kindly helped her vocation. In Coruche, where she lived until her teens, her voice was already noticed. Thou her musical passions laid, as usual at this age, quite far from Fado. Rock and Pop fitted more a teen’s hunger for life and adventure, Ana was no exception. Already living in Carcavelos, Ana was invited to sing in a Rock/Pop cover band called Sexto Sentido. We will never know if a charismatic pop singer was lost, but what we acknowledge is that what we now have is too precious to be ignored. .. .... By those days Ana began to sing in several fado houses, invited by many Portuguese guitar players, a sort of initiating ritual. In one of these sessions Maria da Fé (a very important Portuguese Fado singer) hears Ana sing, and hires her to her Fado house, Sr. Vinho, one of the most emblematic Fado houses in Lisbon. That was the beginning of it all. For those that wish to pursuit a career in Fado, the Fado house in which one sing becomes a school. That was what Maria da Fé’s house was to Ana in the early years she sung there, a school. It is said that Destiny always finds those that seek it; it was in Sr. Vinho that Ana met her musical ally, Jorge Fernando, a singer, author, producer and musical writer. This early partnership remains until today. Jorge Fernando is a Fado singer by soul and heart, he lived among the greatest names of Fado – he was for many years Amália Rodrigues classical guitar player – and writer/composer of many excellent songs. Jorge Fernando is also a musical producer of extraordinary vision and sensibility. From this musical venture emerged Ana’s first album “Guarda-me a Vida na Mão” (2003), the first steep to a great career, it caught the critics and the public by surprise. One of the tracks “Sou do Fado sou fadista”, became and instant standard. Such a voice hadn’t been heard for quite a while, so full, in its words and unspoken silences. The critics upraised Ana’s work, and she started touring abroad, where her work was even more acknowledged. But the best was yet to come .. .... The following year was another daring in steep Ana’s career. Her new album was quite ambitious: Aconteceu (2004) was a conceptual adventure, a double CD divided into traditional Fado (“Dentro de casa”) and new paths evolving within and around Fado (“À porta do fado”). To reinforce this new approach Ana invited musicians and songwriters from different musical quadrants such as Tozé Brito, Tiago Bettencourt, or Miguel Guedes (Blind Zero). In fact after that album Ana made it, it happened! Aconteceu, borders began to fade and her recognition rose beyond fronteirs. In the Netherlands her success got her nominated for a Edison, the Dutch world music equivalent for a Grammy; Ana’s performance in New York’s Carnegie Hall (one of the most prestigious and famous halls in the world) will go down in history as the first Portuguese act held there, a young and shy Ana was the first to steep on it. But the world wanted more and it began to be small for Ana’s soul. She performs in Canne during the cinema festival, sings in the Getty museum, and sells out famous concert halls around the globe. It was during those days, that in distant Japan, a musician buys a bulk of Fado albums, plays one in his stereo, and a few minutes later, stops, dumbfounded: he had found the voice he long searched for. That musician was Tim Ries the resident sax player of the Rolling Stones as well as the mentor of the Rolling Stones Project. In this project Tim aggregates some of the world’s best voices to record their personal interpretation of some of the Rolling Stones songs. When Tim listened to Ana he did not hesitate one second and invited her to join the project. Two songs were picked up and rearranged by Jorge Fernando and the famous Portuguese guitar player Custódio Castelo. .. .... Still one thing was missing; the mythical band had not yet met the singer. It happened in Lisbon, a day before a Stones concert held Alvalade XXI, one Lisbon’s biggest stadiums. At that time Ana was singing in the Fado house of Linhares where she used to perform, Mick Jagger, Keith Richards, and the rest of the band were mesmerized by the soul they felt in Ana’s voice. After her performance Jagger asked for a word in private, and next day about 40 000 people surrendered to a different version of No Expectations, performed by the most unusual duet: Mick Jagger and Ana Moura. That moment, was in Ana’s own words, one of the most memorable in her life. .. .... With a tight agenda, only by the end 2006 Ana begins the pre-production her next album. This album would finally reach the heart of the Portuguese, a late recognition but due and fair. Para Além da Saudade (2007) expresses the maturity of a Fado singer, confidence in studio, and the victory of a new Fado concept. Returning to a sonority that reflects only the essential (Bass guitar, Portuguese guitar, and Classical guitar) Para Além da Saudade opens new musical paths to the traditional Fado inheritance. This is widely expressed in the collaborations of; Amélia Muge (Fado da Procura), Fausto (Viemos Nascidos do Mar) or Miguel Guedes (Mapa do Coração). This album also includes the participations of the mythical Patxi Andion and Tim Ries, that so “returned” Ana’s participation in the Rolling Stones Project. But above all it’s in Para Além da Saudade that Ana has her first emblematic Fado song: “Os Búzios”, written by Jorge Fernando; mandatory in every concert and sung in unison by audiences everywhere. .. .... Para Além da Saudade reaches platinum in Portugal. Abroad her performances are increasingly more and more demanded. Besides her huge European tours Ana also conquers Mexico and the USA. But within doors her merit is also recognized with the award Amália for the Best Performer of the Year, given by the Amália Rodrigues Foundation in 2007. .. .... Ana was then ready for another major challenge in 2008; the Coliseums of Lisbon and Porto, the two most emblematic concert halls in Portugal. These two magical nights were recorded on a DVD that also reached platinum. On stage Ana had two legendary guests; Maria da Fé, Beatriz da Conceição, and the complicity of Jorge Fernando in the classical guitar. Ana sells out these halls, a rare event in a Fado concert. Again, Ana fills the halls with her soul. Meanwhile Para Além da Saudade, reaches double platinum and stays on the tops for 120 weeks in a row. .. .... Ana’s career moved forward with more tours, trips, and prizes, such as the International award of PALCUS ( Portuguese American Leadership Council Association), the most important association of the Portuguese community in the USA. The award was given in San José City Hall in California. This event also coincided with the live presentation of the “Stones World: Rolling Stones World Music Project” album, and included two presences of Ana in the cities of New York and San Francisco. .. .... With a stable, but non compromising career, Ana lived blissful days, but the stakes were indeed high; the next album would be decisive to tell the difference between maturity and apparent stagnation. Fortunately it was again Ana’s restless soul to overcome the hidden traps of success. Always relaying on the crucial complicity of Jorge Fernando and sticking to the “core” collaborations found in Para Além da Saudade, Ana’s new work Leva-me aos Fados (2009), is another step forward that avoids ruptures that seek the new just for the sake of it. Her growing confident voice supported by two guitars, conjugates the beauty of the traditional Fado with the unexpected paths of “Não é um Fado Normal” written by Amélia Muge or the participation of the Gaiteiros de Lisboa. Moreover we may add the precious surplus of José Mário Branco and Amélia Muge collaborations. .. .... Ana’s latest album is a remarkably beautiful and balanced work, the song that entitles the album “Leva-me aos Fados” seems to be a rightful heir to “Os Buzíos”, given its growing popularity. Leva-me aos Fados was instant gold, and quite shortly after platinum. .. .... How far will Ana’s soul go? It’s hard to tell, in 2009 in a concert in Paris, a very especial person was trilled by Ana’s voice. Prince, he had already heard Ana’s record, the concert merely confirmed his impressions. News are anxiously awaited. Meanwhile, Ana lives her life in a day by day basis, doing what she knows best all over the world: Shed her immense soul thou her chant. One can only sense that soul underneath her girlish fragile smile. .. ....!..
  • Members

    .... ....................“Leva-me aos Fados” – New CD 12.10.2009............
  • Influences

    .... .... MANAGEMENT & BOOKING:.... ..SONS EM TRÂNSITO.. .... +351 234 425 610...... ..
  • Sounds Like

    .. .. .. .. .. .. ..

Comments

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  • Ogimen55

    Fill your life with Happiness & Bright Cheer,
    Bring to u Joy and Prosperity for the whole Year,
    And it’s my New Year wish 4u Dear......................
    Wishing u a VERY HAPPY NEW YEAR.

    1 year ago
  • Janbernes

    Hi Ana Moura, Thanks very much for having accepted my invitation ! Welcome on my page .

    Your voice is amazing ! I love so much to listen your Fado Songs !

    With my best wishes ,

    Jean-Bernard . Brittany ...France .

    1 year ago
  • 1 year ago
  • Parabólica

    Olá Ana, Sua música é fantástica !

    1 year ago
  • Mascote

    Olá, Ana!
    Obrigado pela amizade!
    Acho que tens uma belíssima voz, e um grande talento!
    Espero que um dia visites o meu espaço e comentes! :)
    Beijinhos grandes e boa sorte!
    Mascote

    1 year ago
  • Sábia Loucura

    ANA MOURA, FORÇA AÍ...mulher muito bonita e de voz com personalidade...
    Parabéns , tu és uma princesa do fado!

    1 year ago
  • nafi bensusan

    Obrigado:) for the add.

    the best human voice on our planet,
    please keep on singing just the way you are...



    n.

    1 year ago
  • Braulo Brasil

    Olá minha rainha! Passando para desejar um Natal de luz no teu coração e que 2010 venha pleno de conquistas e realizações! Sucesso sempre!!!

    1 year ago
  • Luis fernando Ferreira

    Feliz Natal para ti Ana e
    votos sinceros de que o novo ano seja promissor
    e que a tua alma de fadista continue a «voar»como
    as graciosas gaivotas do Tejo fazendo felizes tantos admiradores

    1 year ago
  • Steve Ewart

    Hi Ana,
    Wishing you happiness and success in 2010.
    Steve.

    1 year ago
10 of 416More

Bio:

As datas, os dias, os números, os factos: se ao menos pudessem explicar o que faz Ana Moura. O que nos faz Ana Moura. Mas para o que nos interessa, e que é esse mistério, o que aconteceu na carreira de Ana é apenas a parte palpável dessa arte do indizível que a fadista domina como poucos. Essa força, esse sentimento que não tem mapa nem estradas e que para facilitar chamamos alma. É isso e só isso que faz de Ana quem ela é; é isso que a sua voz devolve, embrulhando as palavras dos poetas. Mas limitemo-nos por agora ao que é factual, o rasto visível da vida e alma de Ana Moura.

As mães, na sua sabedoria do coração, nunca se enganam. E quando Fernanda Pereira ouvia a sua filha cantar repertório vário desde tenra idade sempre lhe dizia: «É no fado que a tua voz se nota mais.». Não era só a voz, mas isso só mais tarde se descobriria. Para a pequena Ana Moura, crescer no meio de uma família com amor pelas canções e pelo fado em particular ajudou secreta e docemente à sua vocação. Em Coruche, onde viveu até à adolescência, a voz de Ana já se tornava conhecida. As suas paixões musicais estavam, como é natural, longe do fado: o rock e o pop eram mais próximos da urgência de viver característicos desses anos de descoberta, e Ana não era excepção. Tanto que, já a viver em Carcavelos, foi convidada para cantar numa banda de versões pop-rock, os Sexto Sentido.

Nunca iremos saber se se perdeu uma carismática vocalista pop; mas o que se ganhou é demasiado precioso para se ignorar. Depois de um ritual iniciático, em que Ana foi convidada por guitarristas para cantar em várias casas de fado, Maria da Fé ouve-a e contrata-a para o Sr.Vinho. Foi o princípio de tudo.

Para quem quer viver o fado, a casa onde se canta transforma-se em escola. Foi o que aconteceu com Ana Moura nos anos em que cantou na casa de Maria da Fé. Mas o destino sabe escolher quem o procura: e foi no Sr.Vinho que Ana encontrou o cúmplice musical – o cantor, autor, produtor e compositor Jorge Fernando. Vem desse tempo uma parceria que ainda se mantém. Fadista de coração, Jorge Fernando, conviveu com os grandes – foi durante anos viola de Amália Rodrigues - , compositor e escritor de canções excelente, Fernando é também um produtor de visão e sensibilidade extraordinária. E desta união musical nasce o primeiro passo para uma grande carreira: o disco Guarda-me a vida na mão (2003) apanhou público e crítica de surpresa.. Sou do fado, sou fadista, um dos temas do álbum, tornou-se um clássico instantâneo. Há muito que não se ouvia uma voz assim, tão cheia, tanto nas palavras como nos silêncios. A crítica enalteceu o disco e Ana Moura começou a ser chamada para actuações no estrangeiro, onde o seu talento era ainda mais reconhecido. E o melhor ainda estava por vir.

O ano seguinte foi mais um degrau conquistado na carreira de Ana Moura. O novo disco era ambicioso: Aconteceu (2004) era uma aventura conceptual, um duplo cd que se dividia em fado tradicional («Dentro de casa») e caminhos possíveis para fora e à volta do fado («À porta do fado»). Para reforçar esta nova abordagens forma convidados letristas e músicos de outros universos musicais, como Tózé Brito, Tiago Bettencourt ou Miguel Guedes (Blind Zero). E de facto, a partir deste disco, aconteceu: as fronteiras começaram a desaparecer para Ana Moura, que cada vez mais era reconhecida no estrangeiro. O seu sucesso nos Países Baixos levou a que fosse nomeada para um Edison, o equivalente a um Grammy holandês para a world music ; e para consagração total, a história recordará que a primeira artista portuguesa a pisar o palco do Carnegie Hall de Nova Iorque (uma das mais famosas salas do mundo) foi uma jovem tímida chamada Ana Moura.

Só que o mundo queria mais e começava a ser pequeno para a alma de Ana.. Vai a Cannes, durante o Festival de cinema. Canta no Getty Museum. Esgota salas famosas por todo o globo. E , durante esses dias, no longinquo Japão, um músico compra uma série de discos de fado. Coloca um deles no leitor de cd e poucos minutos depois pára de escutar, boquiaberto: tinha encontrado a voz que há muito procurava. Esse homem era Tim Ries, saxofonista residente dos Rolling Stones e mentor de um projecto paralelo: o The Rolling Stones Project, onde junta grandes vozes do planeta para cantar versões pessoais de temas dos Stones. Ao ouvir os primeiros minutos de Aconteceu, Ries não hesitou um segundo e convidou Ana para participar no projecto.

Escolheram-se dois temas, adaptados por Jorge Fernando e pelo guitarrista Custódio Castelo. Faltava que a mítica banda conhecesse a fadista. Aconteceu em Lisboa, na véspera do concerto dos Stones no estádio Alvalade XXI. Na Casa de Linhares, a casa de fados onde Ana costumava cantar, Mick Jagger, Keith Richards e companhia ficam deslumbrados pelo concentrado de alma que sai da voz de Ana. Jagger, depois da actuação da fadista pede-lhe uma palavra em particular. E foi assim que no dia seguinte cerca de 40 mil pessoas renderam-se à versão de No Expectations cantada no mais inesperado dueto: Mick Jagger e Ana Moura, num momento em que a artista considera ter sido dos mais inesquecíveis que até agora viveu.

Com uma agenda mais do que preenchida, só em finais de 2006 começa a preparação do disco que finalmente iria chegar ao coração dos portugueses, num reconhecimento um pouco tardio mas mais do que justo: Para Além da Saudade (2007) é a maturidade de uma fadista, a segurança no estúdio e a vitória de um conceito. Regressando a uma sonoridade em que apenas conta o essencial (baixo, viola de fado, guitarra portuguesa), Para Além da Saudade abre a porta ao novo que vem da herança. É o caso das novas parcerias, em que se incluem Amélia Muge (Fado da Procura), Fausto (Viemos Nascidos do Mar) ou Nuno Miguel Guedes (Mapa do Coração).Como colaboradores musicais, este disco conta também com o mítico Patxi Andion e Tim Ries, que aqui «retribui» a participação de Ana no seu projecto. E sobretudo é em Para Além da Saudade que Ana Moura ganha o seu primeiro grande fado emblemático: Os Búzios, da autoria de Jorge Fernando, torna-se tema mais do que obrigatório em todos os concertos e cantado em uníssono com a plateia.

Para Além da Saudade obtém o Disco de Platina. Fora de Portugal, Ana Moura é cada vez mais requisitada e para além de grandes digressões na Europa conquista o México e os Estados Unidos. Mas o seu mérito também é reconhecido dentro de portas, com a atribuição em 2007 do Prémio Amália para Melhor Intérprete do ano, atribuído pela Fundação Amália Rodrigues. Dito isto, Ana estava pronta para outro grande desafio: os Coliseus de Lisboa e Porto, que aconteceram em 2008. Duas noites mágicas, captadas num DVD que também conquistou a Platina. Com duas convidadas lendárias - Maria da Fé e Beatriz da Conceição – e com a cumplicidade em palco de Jorge Fernando, Ana Moura enche uma sala que é raro o fado encher. Outra vez: enche a sala de alma. E entretanto Para Além da Saudade chega à Dupla Platina e fica cerca de 120 semanas no top nacional.

Mais viagens, mais espectáculos, mais reconhecimentos. Como este: o Prémio Internacional da PALCUS (Portuguese American Leadership Council Association), a maior associação Portuguesa nos Estados Unidos, e atrbuído durante uma Gala realizada no City Hall de San José, Califórnia. Esta ida aos Estados Unidos coincidiu com os concertos de apresentação do disco “Stones World: Rolling Stones World Music Project” nas cidades de Nova Iorque e São Francisco.

Com uma carreira tranquila mas sem cedências, Ana Moura vivia dias felizes. Mas a fasquia estava de facto muito alta e o próximo disco seria decisivo para distinguir maturidade de aparente estagnação. E felizmente mais uma vez foi a alma inquieta de Ana quem superou as armadilhas do sucesso. Contando sempre com a essencial cumplicidade de Jorge Fernando e repetindo um núcleo duro de parcerias oriundas de Para Além da Saudade, o recente disco Leva-me aos fados (2009) é mais um passo em frente que evita rupturas que procuram o novo pelo novo. Com duas guitarras a suportarem uma voz cada vez mais segura de si, Leva-me aos fados conjuga a beleza do fado tradicional com os caminhos inesperados de Não É Um Fado Normal, assinado por Amélia Muge e com a participação dos Gaiteiros de Lisboa. A isto acrescente-se as mais-valias preciosas que são as espantosas contribuições de José Mário Branco e Amélia Muge e tem-se um disco belíssimo e equilibrado, cujo tema-título é outro enorme êxito popular, justo herdeiro de Os Búzios. Mal foi editado, Leva-me aos Fados foi disco de Ouro; daí à Platina foi um passo muito pequeno.

Onde chegará a alma de Ana? É difícil dizer. Ainda em 2009, durante um concerto em Paris, um espectador muito especial ficou maravilhado. Era Prince, que reconheceu que já tinha antes ouvido Ana. Espera-se ansiosamente por mais notícias. Entretanto, e por esse mundo fora, Ana vive o dia a dia fazendo o melhor que sabe: espalhando com a sua voz a imensa alma que apenas se adivinha por detrás de um frágil sorriso de menina.

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If only the facts, the dates, the days, the numbers, if they could only explain what Ana Moura does, what Ana Moura “does” to us. Back to the issue of our interest here, what happened in Ana’s career is just the visible sight of an unspoken art that Ana masters as few, the strength, the feeling that has no maps or roads, and that to keep it simple we call soul, there lies the mystery. That’s what Ana’s made of, and what makes her what she is; it’s this soul wrapped in poet’s words that her voice spreads. But let’s keep it down to the mere facts to make it simple; the visible trail of Ana Mouras life and soul.

The wisdom of a mother’s heart is never wrong, when Fernanda Pereira heard her young daughter sing a vast repertoire she used to say “it’s in Fado that your voice shines the most”, but it wasn’t just the voice that shone, but that was only to be learned to much later.

To little Ana Moura, to grow up in the bosom of a family that loved music, especially Fado, secretly and kindly helped her vocation. In Coruche, where she lived until her teens, her voice was already noticed. Thou her musical passions laid, as usual at this age, quite far from Fado. Rock and Pop fitted more a teen’s hunger for life and adventure, Ana was no exception. Already living in Carcavelos, Ana was invited to sing in a Rock/Pop cover band called Sexto Sentido. We will never know if a charismatic pop singer was lost, but what we acknowledge is that what we now have is too precious to be ignored.

By those days Ana began to sing in several fado houses, invited by many Portuguese guitar players, a sort of initiating ritual. In one of these sessions Maria da Fé (a very important Portuguese Fado singer) hears Ana sing, and hires her to her Fado house, Sr. Vinho, one of the most emblematic Fado houses in Lisbon. That was the beginning of it all. For those that wish to pursuit a career in Fado, the Fado house in which one sing becomes a school. That was what Maria da Fé’s house was to Ana in the early years she sung there, a school. It is said that Destiny always finds those that seek it; it was in Sr. Vinho that Ana met her musical ally, Jorge Fernando, a singer, author, producer and musical writer. This early partnership remains until today. Jorge Fernando is a Fado singer by soul and heart, he lived among the greatest names of Fado – he was for many years Amália Rodrigues classical guitar player – and writer/composer of many excellent songs. Jorge Fernando is also a musical producer of extraordinary vision and sensibility. From this musical venture emerged Ana’s first album “Guarda-me a Vida na Mão” (2003), the first steep to a great career, it caught the critics and the public by surprise. One of the tracks “Sou do Fado sou fadista”, became and instant standard. Such a voice hadn’t been heard for quite a while, so full, in its words and unspoken silences. The critics upraised Ana’s work, and she started touring abroad, where her work was even more acknowledged. But the best was yet to come

The following year was another daring in steep Ana’s career. Her new album was quite ambitious: Aconteceu (2004) was a conceptual adventure, a double CD divided into traditional Fado (“Dentro de casa”) and new paths evolving within and around Fado (“À porta do fado”). To reinforce this new approach Ana invited musicians and songwriters from different musical quadrants such as Tozé Brito, Tiago Bettencourt, or Miguel Guedes (Blind Zero). In fact after that album Ana made it, it happened! Aconteceu, borders began to fade and her recognition rose beyond fronteirs. In the Netherlands her success got her nominated for a Edison, the Dutch world music equivalent for a Grammy; Ana’s performance in New York’s Carnegie Hall (one of the most prestigious and famous halls in the world) will go down in history as the first Portuguese act held there, a young and shy Ana was the first to steep on it. But the world wanted more and it began to be small for Ana’s soul. She performs in Canne during the cinema festival, sings in the Getty museum, and sells out famous concert halls around the globe. It was during those days, that in distant Japan, a musician buys a bulk of Fado albums, plays one in his stereo, and a few minutes later, stops, dumbfounded: he had found the voice he long searched for. That musician was Tim Ries the resident sax player of the Rolling Stones as well as the mentor of the Rolling Stones Project. In this project Tim aggregates some of the world’s best voices to record their personal interpretation of some of the Rolling Stones songs. When Tim listened to Ana he did not hesitate one second and invited her to join the project. Two songs were picked up and rearranged by Jorge Fernando and the famous Portuguese guitar player Custódio Castelo.

Still one thing was missing; the mythical band had not yet met the singer. It happened in Lisbon, a day before a Stones concert held Alvalade XXI, one Lisbon’s biggest stadiums. At that time Ana was singing in the Fado house of Linhares where she used to perform, Mick Jagger, Keith Richards, and the rest of the band were mesmerized by the soul they felt in Ana’s voice. After her performance Jagger asked for a word in private, and next day about 40 000 people surrendered to a different version of No Expectations, performed by the most unusual duet: Mick Jagger and Ana Moura. That moment, was in Ana’s own words, one of the most memorable in her life.

With a tight agenda, only by the end 2006 Ana begins the pre-production her next album. This album would finally reach the heart of the Portuguese, a late recognition but due and fair. Para Além da Saudade (2007) expresses the maturity of a Fado singer, confidence in studio, and the victory of a new Fado concept. Returning to a sonority that reflects only the essential (Bass guitar, Portuguese guitar, and Classical guitar) Para Além da Saudade opens new musical paths to the traditional Fado inheritance. This is widely expressed in the collaborations of; Amélia Muge (Fado da Procura), Fausto (Viemos Nascidos do Mar) or Miguel Guedes (Mapa do Coração). This album also includes the participations of the mythical Patxi Andion and Tim Ries, that so “returned” Ana’s participation in the Rolling Stones Project. But above all it’s in Para Além da Saudade that Ana has her first emblematic Fado song: “Os Búzios”, written by Jorge Fernando; mandatory in every concert and sung in unison by audiences everywhere.

Para Além da Saudade reaches platinum in Portugal. Abroad her performances are increasingly more and more demanded. Besides her huge European tours Ana also conquers Mexico and the USA. But within doors her merit is also recognized with the award Amália for the Best Performer of the Year, given by the Amália Rodrigues Foundation in 2007.

Ana was then ready for another major challenge in 2008; the Coliseums of Lisbon and Porto, the two most emblematic concert halls in Portugal. These two magical nights were recorded on a DVD that also reached platinum. On stage Ana had two legendary guests; Maria da Fé, Beatriz da Conceição, and the complicity of Jorge Fernando in the classical guitar. Ana sells out these halls, a rare event in a Fado concert. Again, Ana fills the halls with her soul. Meanwhile Para Além da Saudade, reaches double platinum and stays on the tops for 120 weeks in a row.

Ana’s career moved forward with more tours, trips, and prizes, such as the International award of PALCUS ( Portuguese American Leadership Council Association), the most important association of the Portuguese community in the USA. The award was given in San José City Hall in California. This event also coincided with the live presentation of the “Stones World: Rolling Stones World Music Project” album, and included two presences of Ana in the cities of New York and San Francisco.

With a stable, but non compromising career, Ana lived blissful days, but the stakes were indeed high; the next album would be decisive to tell the difference between maturity and apparent stagnation. Fortunately it was again Ana’s restless soul to overcome the hidden traps of success. Always relaying on the crucial complicity of Jorge Fernando and sticking to the “core” collaborations found in Para Além da Saudade, Ana’s new work Leva-me aos Fados (2009), is another step forward that avoids ruptures that seek the new just for the sake of it. Her growing confident voice supported by two guitars, conjugates the beauty of the traditional Fado with the unexpected paths of “Não é um Fado Normal” written by Amélia Muge or the participation of the Gaiteiros de Lisboa. Moreover we may add the precious surplus of José Mário Branco and Amélia Muge collaborations.

Ana’s latest album is a remarkably beautiful and balanced work, the song that entitles the album “Leva-me aos Fados” seems to be a rightful heir to “Os Buzíos”, given its growing popularity. Leva-me aos Fados was instant gold, and quite shortly after platinum.

How far will Ana’s soul go? It’s hard to tell, in 2009 in a concert in Paris, a very especial person was trilled by Ana’s voice. Prince, he had already heard Ana’s record, the concert merely confirmed his impressions. News are anxiously awaited. Meanwhile, Ana lives her life in a day by day basis, doing what she knows best all over the world: Shed her immense soul thou her chant. One can only sense that soul underneath her girlish fragile smile. ....!..

Member Since:

July 29, 2007

Members:

“Leva-me aos Fados” – New CD 12.10.2009..

Sounds Like:

Record Label:

Universal Music

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